O bar é uma escola e com o tempo você vai se profissionalizando. Você chega, senta, olha ao redor e procura seu garçom. A escolha do garçom é crucial, senhoras e senhores. Ele ou ela tem o poder de tornar sua noite uma lástima feliz ou só uma lástima mesmo. Escolha feita, seja delicada, descubra o nome do bendito e se prepare para sua experiência antropológica.

Há um conhecimento inegável no bar, porque ali, e para alguns, só ali é o momento de intensidade. Do grito rouco pelo gol do futebol, pelo flerte seco com a mesa do lado e ou pelas tensões que somem enquanto o copo esvazia. Aos poucos a alma se despe e parece que o mundo se apresenta cheio de possibilidades.

Existem os mais diversos tipos de bêbados, mas falarei apenas sobre os bem-aventurados, se quiser ver tristezas assista o jornal local. Bêbado bom é bêbado feliz, é aquele que sobe na mesa para cantar, que faz declaração de amor, que destampa o coração e jorra emoções.

E é necessário esclarecer que cada bêbado feliz tem seu bar. Seja à beira da praia, o quarto com música alta, a praça, o sexo, seja o bar sujo da esquina, alcatrão com limão ou soda, o importante para ele é embriaga-se. É perder-se, é sair do meio termo, é se jogar na vida, é sair do meeiro e sentir verdadeiramente cada célula do corpo. Para esses seres de nada serve uma vida pacata, até porque mar calmo não faz bom marinheiro.

E como já disseram por aí: profissionais dos bares, uni-vos e “Embriagai-vos! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor”.

Voltando a usar esse espacinho aqui… vai que rola :)

Para exercitar a escrita e compartilhar brisas

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